Textos e qualquer outros textos

01/12/2004

Terceira e última

Confortavelmente sento em minha cadeira. Aquela que fica no lado esquerdo da minha lareira, que neste momento está sem fogo. Sem utilização.

Gesticulo a mão direita, pego o controle remoto da TV para assim, poder ligá-la, mas ao averiguar os programas que estão passando, constato que não é isso o que realmente quero. Ligo o rádio. Minha surpresa, ao ouvir Nei Lisboa, foi grande. Me satisfaço por alguns momentos, todavia...

De repente uma forte dor no peito toma conta do meu ser. Lembranças vem a tona, lembranças de ti. A xícara de café cai, quebrando-se e derramando café em meu tapete azul escuro. A dor parece aumentar, levo a mão direita ao peito. Procuro por um telefone, mas meus olhos estão embaçados, não enxergo nada.

Deito-me no chão. Meu fim parece perto. Tu aparece em minha frente, livrando-me de todo o mal deste mundo. Livrando-me de mim mesma.

Bianca Elisa da Costa



 Escrito por Bia às 10h15 [] [envie esta mensagem]


04/11/2004

Segunda carta para Wilian Flai

Lembro que havia um lugar não muito distante daqui. Um lugar onde costumávamos nos encontrar. As árvores eram as mais lindas da cidade e parecia que o vento tocava de uma forma diferente naquele lugar. Nos sentíamos bem, tranqüilos, serenos. Tudo era de uma paz incrível, até nossos pensamentos. Deixávamos que nossos sentimentos tomassem conta.

Havia também um grande limpo e bonito riu. Este era recheado de flores e nossos rostos podiam ser refletidos nele. O canto dos pássaros que nos rodeavam traduziam a imagem do céu. Era uma imagem linda e teu sorriso era enorme e transmitia-me segurança.

A direita da árvore mais grande, existia um balanço. E como amávamos aquilo, lembra? Lá interpretávamos os sonhos que tínhamos, os mais estranhos possíveis. Nossas dúvidas, os anseios. Eram os medos que nos paralisavam por alguns instantes, todavia, podíamos contar um com o outro. Viajávamos nos nossos delírios. Imaginávamos coisas. Até chegamos a fazer planos... A frase que proferíamos com tanto louvor, ainda lembro com perfeição: "Pra viajar no cosmos não precisa gasolina". Era dele, era do Nei Lisboa. É, ele sim.

Enfim, nos papos mais estranhos salvávamos a humanidade e procurávamos Deus naquele imenso jardim onde buscávamos a nossa razão, a nossa mais pura razão. A razão de estarmos juntos, de estarmos unidos, e assim, a primavera acontecia.

 



 Escrito por Bia às 12h56 [] [envie esta mensagem]


28/10/2004

Cartas para Wilian Flai

Primeira

Gostaria que lembrasse do primeiro dia em que nos vimos. Sei que o céu estava escuro, as nuvens carregadas. Um medo terrível que começasse a chover.
Lembra? Espero desenfreadamente que sim. Eu como sempre com medo. Lembra que tinha medo do destino? Medo de que algo ruim acontecesse e parece que aconteceu, só que na mente da gente.
Beethoven, traduziu isso muito bem, quando compôs a Quinta Sinfonia, ele dizia que as primeiras notas era o destino batendo em sua porta. Ele foi sábio ao anunciar isso. Eu lhe disse que sentia-me extremamente confusa em relação as idéias de pavor que povoavam meus pensamentos. No sereno daquele dia me confessaste que aquele sentimento era teu também, que a solidão era tua igualmente como a minha. Ainda lembras disso?
O vento chegou e balançou teus cabelos, fazendo um desalinho jamais visto por alguém, ficastes de costas para mim, imaginando que faria como alguém que conhecias : arrumaria teus lindos cachos. Sorri para mim mesma, te chamei e não quisestes olhar, fiz menção de te tocar, não tive coragem, gostaria de ter visto teu rosto naquele instante.
Conversamos sobre o que nos levou aquele lugar, não sabíamos o que era, não sabia teu nome ou que profissão te dedicavas, porém, te conhecia, sabia o que estavas pensando e essa idéia me alegrou deveras, senti um poder imenso em minhas mãos, um poder capaz de atingir teu peito, teu peito quente.
Depois desta descrição, me alegraria se um lance da tua memória o tomasse. Sugiro que ouça Beethoven, que lembre da nossa conversa sobre o medo do futuro. Sugiro ainda que ficamos juntos, só assim entenderemos nossos sentimentos. Entenderemos nossas mentes.
Eu te amo.

Bianca Elisa da Costa

 



 Escrito por Bia às 10h49 [] [envie esta mensagem]


22/10/2004

Nada que um mundo cheio de gente gente que nao quer ser mais gente, quer ser diferente....

Gente quer saber o que é ser gente, por que ser gente não é mais tão simples assim....

Então vamos fazer vários tratos e parar de querer entender alguma coisa....



 Escrito por Bia às 17h29 [] [envie esta mensagem]


21/10/2004

Olá

 Escrito por Bia às 14h17 [] [envie esta mensagem]



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